sexta-feira, 19 de junho de 2020

Trauma da Alma

Oh! Mal da minha essência 
Trago comigo reminiscências
Dos presentes passados
Os conflitos internos de tantas carências .

Andava mais de mil léguas
Para flores encontrar 
E seu cabelo enfeitar 
Hoje só resta história para contar.

A razão quem me faz viver 
Trocou - me por um homem
Cujo o nome não vou lhe dizer 
Só me restou a vontade de morrer.

O amargo do alma 
Está nesse trauma 
Que dos prantos as lágrimas 
O peito se rasga.

Restam - me as dores
Daqueles primores
Hoje penso horrores 
Daquela ilusão de amores.

A rosa entre os espinhos 
A lua e eu  sol
A isca e eu o anzol 
Hoje, me sinto tão só.

     
           Poema referente á segunda fase do romantismo brasileiro na autoria de Jabes Cajazeira.