quinta-feira, 28 de junho de 2018

Liberdade ou morte


Em meio a escravidão
Sou apenas um negro
Dos milhares escravizados
Para voar e alcançar a libertação

O Brasil, um grande império
Nossa liberdade, um grande mistério
Nessa vida, eu me desespero
Pois, sou feito de alma e não de ferro

O sangue frio e cruel dos capitães
Cujo mal lhe corrói
A justiça é cega, surda e muda
Pois nos livros são tratados como heróis

Para que tamanha hierarquia?
O euro centrista sempre dizia
“Tudo que é negro, não procede”
E o mal lhe cresce

Da esperança que floresce
O capitão do mato, se enfurece
O quilombo cada vez mais cresce
E Deus ajuda a quem merece

Deus! Livrai – nos dos racistas!
Dos “brancos”  pessimistas
O Brasil é ordem e progresso?
Não !!! é de retrocesso!

                                                    Por: Jabes Cajazeira. Poema  referente a 3ª fase do Romantismo

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O Desabafo


 Sou negro e africano
 Da minha cor, só prevalece os preconceitos
 Que são frutos de um grande engano

 Há quem diga, que existe racismo reverso
 Essa sua mente é um retrocesso
 De fato, quem foi chicoteado? foram nós?
 ou foram os "Brancos" de merda?

 Ei mano ! Acorda pra vida !
 Descolonizar as mentes é impossível
 O teu estereotipo não te faz melhor do que ninguém
 Seja mais humano !

 E ainda vem me dizer
 Que ajudamos nessa tal miscigenação
 Vinhemos pra cá e nem pediram permissão
 Realmente, os mesmos que antes viviam
 Nas senzalas, hoje estão nas favelas.

 E de fato, já dizia Grada Kilomba
 O estereotipo atual é resultante da ferida
 Deixada no passado.


                                                 Por: Jabes Cajazeira