sexta-feira, 19 de junho de 2020

Trauma da Alma

Oh! Mal da minha essência 
Trago comigo reminiscências
Dos presentes passados
Os conflitos internos de tantas carências .

Andava mais de mil léguas
Para flores encontrar 
E seu cabelo enfeitar 
Hoje só resta história para contar.

A razão quem me faz viver 
Trocou - me por um homem
Cujo o nome não vou lhe dizer 
Só me restou a vontade de morrer.

O amargo do alma 
Está nesse trauma 
Que dos prantos as lágrimas 
O peito se rasga.

Restam - me as dores
Daqueles primores
Hoje penso horrores 
Daquela ilusão de amores.

A rosa entre os espinhos 
A lua e eu  sol
A isca e eu o anzol 
Hoje, me sinto tão só.

     
           Poema referente á segunda fase do romantismo brasileiro na autoria de Jabes Cajazeira.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

O infortúnio da madrugada


Na calada da noite
"Maús do século" rendem meus neurônios
Em troca de se condensarem em meu cérebro

Já não sei mais
Se me pareço meramente uma máquina empoeirada
Ou uma engrenagem em decomposição
Uma vez que, já não consigo controlar
Minha turbulência mental

Pensar, pensar e repensar
Para que tantas paranoias meu Deus?
Cada noite é mais que um fardo
Para alguns... a luz do celular é tão clara
Mas, porque será
Que ela não clareia os meus problemas?

Só queria retirar as 10.000 pedras
Que insistem em ficar no caminho
Visto que, cada noite é um "Mito da Caverna"
Pois permaneço acorrentado pela zona de conforto
Esperando e pensando (em) uma solução
Graças aquela fogueira
Vejo sombras que denotam a gravidade do infortúnio
E quanto mais tento me aproximar da luz do sol
Mais fico ofuscado e regresso a antiga pertubação

Modestamente
Só queria fugir dessa força centrípeta
Que me puxa para o olho
De todos os meus furacões internos!


                             Por: Jabes Cajazeira