segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A Contemporaneidade


Somos pós - modernos
Vivendo em um texto 
Que tentamos interpretar
Sujeitos indecisos 
Pelo mar vagar

Há quem diga o humano atrás do bigode

Sério, inseguro e alienado
O dia talvez fosse feliz
Se houvesse dinheiro no bolso

Mistérios se criam 

E a dúvida se questiona
O futuro talvez fosse mensurável 
A ansiedade se apodera

A resiliência é cotidiana 

Uma vez que, sempre há imprevistos
Admirável é o gado novo
Que só vê felicidade na riqueza material

Ah marionetes... Por que me obedecem?
São como peças do meu tabuleiro?
São Maquinas que seguem os meus padrões ?
Ou são Seres Humanos?
Então me diz!!! Qual a felicidade que tu tanto almeja?


               Por: Jabes Cajazeira

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O Limiar do Tempo


Passageiros são os bons momentos
Rápidos ao impulso de um projetil
Prazerosos ao gosto de sua comida predileta
Marcantes ao gosto do teu beijo

Lentos são os "Maus do Século"
Lerdos ao passo de tartaruga
Questionáveis como as duvidas sem respostas
Marcantes como as palavras que ofendem

Certeza, é a morte
Irrefutável como a verdade absoluta
Amedrontosa como a falta de reciprocidade
Questionável como o infinito

Delimitado é o tempo
Precioso como os bons momentos
Inesquecível como o "Mau do Século"
Tão certo como a certeza da morte
 
 

                                        Por Jabes Cajazeira

terça-feira, 11 de setembro de 2018

A Realidade do Outro Lado



Faça das tuas meras palavras
Um mar de poesia
Das tuas sátiras, um mar de alegria
O teu estereótipo contra a tua soberania
Da tua humildade a essência

A raça humana é um poço de problemas
Sem soluções
E quanto aos teus dilemas
Inicio de confusões

Enquanto teu preconceito
For a tua virtude
Desse mundo que tanto te ilude
Tu pode esquecer que já foi humano

Vomita teu ódio
Escarra tua fúria
Cospe teu preconceito
Que são frutos de tanta injúria


                                           
                                                       Por: Jabes Cajazeira

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Liberdade ou morte


Em meio a escravidão
Sou apenas um negro
Dos milhares escravizados
Para voar e alcançar a libertação

O Brasil, um grande império
Nossa liberdade, um grande mistério
Nessa vida, eu me desespero
Pois, sou feito de alma e não de ferro

O sangue frio e cruel dos capitães
Cujo mal lhe corrói
A justiça é cega, surda e muda
Pois nos livros são tratados como heróis

Para que tamanha hierarquia?
O euro centrista sempre dizia
“Tudo que é negro, não procede”
E o mal lhe cresce

Da esperança que floresce
O capitão do mato, se enfurece
O quilombo cada vez mais cresce
E Deus ajuda a quem merece

Deus! Livrai – nos dos racistas!
Dos “brancos”  pessimistas
O Brasil é ordem e progresso?
Não !!! é de retrocesso!

                                                    Por: Jabes Cajazeira. Poema  referente a 3ª fase do Romantismo

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O Desabafo


 Sou negro e africano
 Da minha cor, só prevalece os preconceitos
 Que são frutos de um grande engano

 Há quem diga, que existe racismo reverso
 Essa sua mente é um retrocesso
 De fato, quem foi chicoteado? foram nós?
 ou foram os "Brancos" de merda?

 Ei mano ! Acorda pra vida !
 Descolonizar as mentes é impossível
 O teu estereotipo não te faz melhor do que ninguém
 Seja mais humano !

 E ainda vem me dizer
 Que ajudamos nessa tal miscigenação
 Vinhemos pra cá e nem pediram permissão
 Realmente, os mesmos que antes viviam
 Nas senzalas, hoje estão nas favelas.

 E de fato, já dizia Grada Kilomba
 O estereotipo atual é resultante da ferida
 Deixada no passado.


                                                 Por: Jabes Cajazeira