Quando nasci, um cupido louco
Desses que até a flecha engana
Disse: Vai, Abestado! Ser iludido na vida
A comida espia os homi
Que correm atrás da buxada
A fome talvez fosse azul
Não sobraria nem os osso no prato
O nordeste é cheio de cabra diferente
Cabra da peste, abilolado,gente fina e boca de 09
Pra que tanto cabra, meu rei, pergunta meu zoio
Porém é tudo junto
E misturado
O cabra daqui
É "bicho" aperriado, pai d' eguá e boca de tramela
Quase não gosta de uma micareta
Por onde anda "pega cada nega"
O cabra daqui, que vive debaixo do sol escaldante.
Oh minha rainha, porque me largastes?
Se sabias que eu gosto de cuscuz
Se sabias que eu gosto de uma feijoada
Destino imensurável destino
Se eu me chamasse Nordestino
Seria um orgulho e não sofrimento
Destino incomensurável destino
Mais alegre eu fico, se eu tiver dinheiro pra comer acarajé
Oxe... eu não devia te dizer não, viu Pae!
Mas esse xero no cangote
Mas essa vontade de dançar um samba, um pagodão, um bregadeira ou um xote
Botam agente comovido com essa tal felicidade
Poema referente ao contexto modernista, uma vez que, trata - se de uma versão parodiada do poema "Sete faces" de Carlos Drummond de Andrade. Por: Jabes Cajazeira.
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