sexta-feira, 8 de maio de 2020
O infortúnio da madrugada
Na calada da noite
"Maús do século" rendem meus neurônios
Em troca de se condensarem em meu cérebro
Já não sei mais
Se me pareço meramente uma máquina empoeirada
Ou uma engrenagem em decomposição
Uma vez que, já não consigo controlar
Minha turbulência mental
Pensar, pensar e repensar
Para que tantas paranoias meu Deus?
Cada noite é mais que um fardo
Para alguns... a luz do celular é tão clara
Mas, porque será
Que ela não clareia os meus problemas?
Só queria retirar as 10.000 pedras
Que insistem em ficar no caminho
Visto que, cada noite é um "Mito da Caverna"
Pois permaneço acorrentado pela zona de conforto
Esperando e pensando (em) uma solução
Graças aquela fogueira
Vejo sombras que denotam a gravidade do infortúnio
E quanto mais tento me aproximar da luz do sol
Mais fico ofuscado e regresso a antiga pertubação
Modestamente
Só queria fugir dessa força centrípeta
Que me puxa para o olho
De todos os meus furacões internos!
Por: Jabes Cajazeira
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